Preview GP da Mônaco de Fórmula 1 de 2017

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O primeiro Grande Prêmio de Fórmula 1 em Mônaco seria realizado em 1949, mas a morte do príncipe Louis II acabou cancelando a prova daquele ano e ela foi incluída ao Campeonato Mundial no ano seguinte. Mas somente depois de cinco anos (1955) ela entrou para o calendário regular da competição. Fora designado por duas vezes (1955 e 1963) com título honorífico de Grande Prêmio da Europa pela AIACR (antecessora da FIA). As vezes o Grande Prêmio da Europa era designado como tapa buraco de um GP que ficaria fora naquele ano ou como forma de acrescentar mais um Grande Prêmio ao calendário e trazer mais verba para a categoria.

O título de Rei de Mônaco ou Mr. Mônaco nas pistas, surgiu com a Era Graham Hill, depois do mesmo vencer cinco vezes a corrida monegasca nos anos 60. Sua primeira vitória foi em 1963 e depois repetiu o feito nos dois anos subsequentes. O britânico voltou a vencer na pista em 1968 e 1969.

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Mônaco – Sempre cheia de surpresas

Efemérides de Mônaco

Na Era Senna e Prost os dois pilotos dominaram as vitórias em Mônaco, merecendo um texto a parte para cada corrida deles no principado. Mas nessa época Alain Prost venceu três corridas seguidas de 1984 a 1986, Ayrton Senna que estava na McLaren em 1987 vinha para quebrar a sequências de vitórias do francês. A última vitória de Prost veio no ano seguinte 1988, depois disso Senna venceria por 5 anos seguidos, se tornando assim o Rei de Mônaco e o piloto com mais vitórias no circuito. Michael Schumacher acabou se igualando ao recorde de Hill, mas o brasileiro permanece inabalável.  

| Características da Pista 

Mônaco é um circuito com traçado de rua, passando por pontos estratégicos, contrastando monumentos antigos da cidade com a costa repleta de iates atracados e o Mar Mediterrâneo. A luz do dia com a penumbra ao entrar e sair do túnel são desafios não encontrados em outros lugares. A chicane logo depois do túnel é bem difícil de ser realizada por causa dessa mudança repentina de luz. As proximidades com as barreiras de contenção não abrem brecha para erros e com as suas ruas estreitas e repletas de curvas as ultrapassagens se tornam muito complicadas e fazem várias ”vitimas” ao longo dos anos. As 78 voltas no circuito não são fáceis e os pilotos encaram a pista como algo muito desafiador, já que possui mudanças de elevação e cantos estreitos. A prova não exige tanta velocidade e carros com a aerodinâmica bem construída tem a oportunidade de conquistar pontos valiosos, além disso a estratégia também conta muito para o resultado final.

Os dois treinos livres que tradicionalmente acontecem nas sextas-feiras nos outros GPs, são realizadas as quintas-feiras em Mônaco e as sextas o trafego é liberado para permitir que as pessoas possam ”retornar as suas atividades de final de semana”, mas também é uma boa manobra para que as equipes e seus pilotos possam participar de eventos dos patrocinadores e figurões.  

As equipes tiveram o livre-arbítrio na escolha dos 13 jogos de pneus que vão usar nessa corrida, sendo assim optaram por mais compostos ultramacios (faixa roxa), do que os demais que tinham como opção. Os outros pneus selecionados para a prova são os supermacios (faixa vermelha) e macios (faixa amarela) sendo os mais lentos do final de semana.

| A Corrida de 2016

A largada em Mônaco é sempre muito esperada, mas em 2016 a coisa foi bem diferente. A previsão de chuva acabou se confirmando. Com as ruas estreitas e o asfalto molhado a direção de prova optou em dar início a prova com o Safety Car na pista. Daniel Ricciardo conquistava a pole no sábado e assumia a liderança no domingo. A saída do carro de segurança veio depois de sete voltas realizadas atrás dele e Hamilton era o que mais pressionava para a sua saída. A pista se mostrava traiçoeira com muitos trilhos secos e o resto muito molhado ainda. Logo após a saída do carro de segurança, alguns pilotos resolveram fazer um pit-stop e optaram por pneus intermediários, sendo eles: Button, Magnussen, Nasr e Kvyat, enquanto os demais permaneciam na pista com os pneus de chuva extrema e Ricciardo ainda com os seus compostos iniciais conseguia fazer volta rápida atrás de volta rápida.

Pódio com ânimos distintos entre os pilotos, Daniel Riccardo da RBR não escondeu a frustração pela vitória perdida! Fonte: @F1NaGlobo

Hamilton ultrapassava Rosberg depois de um pedido da equipe para que ele cedesse a posição, o alemão parecia estar com problemas e fazia de tudo para evitar um acidente. O britânico aproveitou a ultrapassagem para diminuir a distância para o líder. Daniel realizou uma parada a mais que o inglês, optou por usar os pneus intermediários e vinha engolindo Lewis na pista. Porém o mesmo jogava com uma estratégia diferente e ficou mais tempo na pista com os pneus de chuva extrema, optando por trocar aquele composto, por um de pista seca. 

O grande problema aconteceu na parada de Ricciardo para os pneus slick, quando o piloto foi chamado pela equipe para entrar nos boxes, os mesmos não estavam com os jogos de pneus corretos para colocar no seu carro e essa correção custou tempo, e toda a vantagem que o australiano tinha para cima de Hamilton acabou se perdendo. Quando conseguiram liberar ele, Hamilton já havia feito a ultrapassagem e Ricciardo precisou apertar o carro da Red Bull na pista. 

Depois de uma batida de Verstappen e o acionamento do Safety Car virtual, Ricciardo conseguiu se aproximar do inglês. Na relargada o australiano colou em Hamilton. A disputa entre eles começou a se acentuar no túnel, após a saída da chicane, o inglês errou o traçado e logo depois fechando a porta. Para evitar uma colisão mesmo ao ser espremido no guard rail, Ricciardo fez uma freada brusca. O sorriso que é a marca registrada do australiano desapareceu e o mesmo não estava nada satisfeito no pódio e não era para menos. Os erros da equipe já haviam custado o GP da Espanha de Ricciardo.

Sergio Pérez acabou a prova na terceira colocação, sabendo aproveitar as oportunidades que surgiram no decorrer da corrida. Foi muito bem ao segurar as investidas de Vettel na pista. Outra surpresa da corrida foi ver os carros da McLaren na zona de pontuação e ao termino da prova, Alonso conquistava a quinta posição e Button era o nono. 

Nasr e Ericsson também travavam uma disputa pela décima quinta e décima sexta colocação, mas a equipe tentou interferir e pediu para que Nasr dessa sua posição para o seu companheiro de equipe já que o mesmo vinha mais rápido que o brasileiro. Nasr descumpriu a ordem da equipe e Ericsson forçava a barra, até que em uma tentativa de ultrapassagem os dos colidiram. Felipe acabou com o bico danificado e foi para os boxes fazer o reparo, mas acabou abandonando a corrida quando uma fumaça começou a sair do seu carro e Ericsson também não completou a prova, pois também enfrentou problemas no carro. Depois do termino da corrida Ericsson admitiu o erro e foi penalizado com a perda de três posições no grid de largada da corrida seguinte. Só não dá para entender dois pilotos que não estavam na zona de pontuação, causarem todo esse tumulto.

Ao termino da prova 4 Safety Car’s Virtuais foram acionados, isso sem contar com o carro de segurança que esteve presente na largada.

 

Fonte: @F1NaGlobo

 

 

Debora Almeida

Meus olhos brilharam quando eu vi o estilo de pilotagem do Vettel ele espertou em mim o interesse pelo esporte e cada vez mais eu queria entender sobre o assunto. Fiz da RBR minha casa e meu carro favorito é a Kinky Kylie.

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