Suzuka – Palco para os campeões

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A fantástica pista de Suzuka já viu a comemoração de onze títulos mundiais, metade dos títulos dos pilotos brasileiros foram conquistados lá. A charmosa pista nipônica tem um formato peculiar sendo a única do calendário a ter passagem de nível. Apenas Monza decidiu mais campeonatos que Suzuka que é um sem dúvida um palco para os campeões.

Vamos relembrar hoje as decisões em Suzuka:

| 1987 – no debut da pista no calendário uma decisão de campeonato inusitada. Ainda nos treinos de sexta-feira Nigel Mansell da Williams bate forte, é hospitalizado e logo vem à notícia que o britânico não participaria do GP, isso já foi suficiente para confirmar o tri para o outro piloto do time, o brasileiro Nelson Piquet;

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§ Preview – GP do Japão de Fórmula 1

| 1988 – talvez a mais bela das decisões que ocorreram na pista. Ayrton Senna precisava vencer para conquistar o tão sonhando título mundial. Pole position, o piloto da McLaren teve uma largada Webber-Barrichello caindo para o meio do pelotão, o qual escalou com uma garra incrível até chegar no companheiro Alain Prost. O francês foi superado com uma bela ultrapassagem na reta de chegada e Ayrton Senna conquistou uma fantástica vitória e o um merecido título mundial;

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| 1989 – polêmica, esta palavra resume bem o que foi a decisão de 1989. Ayrton Senna e Alan Prost fizeram uma corrida totalmente deles naquela tarde nublada em Suzuka. Ha seis voltas do fim Ayrton Senna força a ultrapassagem, Alan Prost fecha a porta e ocorre uma das mais famosas colisões da história da Fórmula 1. Ayrton Senna é empurrado e volta enlouquecido a pista, para nos boxes, troca o bico e sai alucinado à caça de Alesandro Nannini da Benetton, superando o italiano há duas voltas do final. Mas Ayrton Senna não estourou o champanhe no podium, pois foi desclassificado. Alain Prost mereceu o título, mas diante de todo o ocorrido e por estar de malas prontas rumo a Ferrari a comemoração foi sem graça;

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| 1990Vendeta, assim pode-se resumir a decisão de 1990. Após toda a confusão de 1989 mais uma vez Ayrton Senna e Alain Prost chegavam ao Japão disputando o título, porém desta vez o brasileiro tinha vantagem na classificação. Marcou a pole e pediu para que a posição fosse alterada para o lado de fora do traçado, o mais limpo da pista, como já havia ocorrido em Estoril, o pedido foi negado e o brasileiro se sentiu traído pelo jogo político mais uma vez, e prometeu a si mesmo que a Ferrari de Alain Prost não faria a curva um na liderança. Dito e feito, o francês pulou na frente e na primeira curva Ayrton Senna obliterou a Ferrari de maneira perigosa. Título garantido, mas se a disputa fosse na pista teria sido bem mais interessante;

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| 1991 – Ayrton Senna e Nigel Mansell disputavam palmo a palmo o título daquele ano. A Williams já tinha o melhor carro, mas a McLaren havia reagido nas provas finais e o brasileiro precisava estar na frente do britânico para chegar ao tri. A equipe de Ron Dennis adotou a mesma estratégia que havia dado certo em 1986, soltando o segundo piloto do time como um autêntico coelho. Gerhard Berger se mandou na ponta e coube a Ayrton Senna conter o ímpeto de Nigel Mansell. Afobado como sempre na décima volta Nigel Mansell quando pressionava Ayrton Senna perde a frente do carro na curva um e vai parar na caixa de brita, fim de prova para Nigel Mansell, tricampeonato para Ayrton Senna, que superou Gerhard Berger mas foi obrigado por Ron Dennis a ceder a vitória ao austríaco. Ninguém gostou, nem mesmo Gerhard Berger. Foi o último título do Brasil e também da Honda na Fórmula 1;

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| 1996 – em um ano completamente dominado pela Williams, Damon Hill finalmente foi campeão. A disputa contra seu companheiro Jacques Villeneuve foi tranquila e o alivio para Damon Hill veio quando o canadense perdeu uma roda e bateu na proteção de pneus. Com a vitória Damon Hill tornou-se o primeiro, e até agora o único, filho de campeão a repetir o feito do pai;

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| 1998 – decisões na etapa final parecem afetar o desempenho de Michael Schumacher. O alemão partia da pole position e precisava vencer além de contar que o rival Mika Hakkinen da McLaren não estivesse em segundo, para tirar a Scuderia Ferrari da fila. Só que o motor da Ferrari apagou na primeira largada e o Schumy teve largar do fim do grid. Veio escalando o pelotão até estourar um pneu e acabar com seu campeonato. Mika Hakkinen fez uma corrida sem sustos, venceu facilmente e conquistou o primeiro título da parceria McLaren-Mercedes.

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| 1999 – novamente decisão entre Ferrari e McLaren, pelos prateados Mika Hakkinen, pela Scuderia Ferrari Eddie Irvine que passou a liderar o time após o acidente de Michael Schumacher em Silverstone. Eddie Irvine chegou como líder a Suzuka, mas Mika Hakkinen dependia apenas de si para conquistar o bi. O finlandês se mandou na ponta desde a largada e venceu sem dificuldades, Eddie Irvine fez uma prova discreta chegando em três. lugar. Bicampeonato para Mika Hakkinen e título de construtores para a Ferrari.

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| 2000 – a Ferrari vinha batendo na trave desde 1997, Michael Schumacher havia dominado o campeonato até a metade do ano, mas a McLaren reagiu e parecia que mais uma vez a Scuderia morreria na praia. Mesmo assim o alemão chegou a Suzuka precisando vencer para tirar a Ferrari da longa fila de 21 anos. Na largada foi superado por Mika Hakkinen, mas fez uma corrida tática perseguindo o finlandês de perto. Aproveitou a pista molhada e o tráfego intenso pego por Mika Hakkinen para voar baixo antes do segundo pit stop e voltar na ponta. Vitória em Suzuka, tricampeonato para Schumy e o fim do maior jejum de títulos ferraristas.

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| 2003 – o recorde de títulos de Juan Manuel Fangio durava desde 1957, e quiseram os deuses do automobilismo que a superação desta marca histórica ocorresse de forma dramática. Michael Schumacher e Kimi Raikkonen chegaram à etapa final no Japão disputando o título. A decisão por si só já era histórica: ou teríamos o hexa de Schumy ou o primeiro título de Kimi. O ferrarista precisava de um mísero ponto, ou seja, um oitava lugar para o titulo. Mas as coisas não foram tão fáceis para a Casa de Maranello, aliás, faltou bem pouco para que não acontecesse. Naquele ano foi introduzida a formação do grid com as voltas lançadas, e choveu na vez de Michael Schumacher, resultado: décimo quarto lugar no grid. O alemão vinha escalando o pelotão até disputar a posição que lhe garantia o título com Takuma Sato da BAR, um toque fez com que a Ferrari perdesse o bico forçando uma parada nos boxes. Novamente teve que remar o pelotão até chegar na Williams de seu irmão Ralf Schumacher e no retardatário Cristiano da Matta da Toyota. Schumy brother quase tirou o irmão da prova, mas este superou todos os percalços do final de semana e conquistou o histórico hexacampeonato superando lendário Fangio. Se 1988 foi a mais bonita, 2003 foi a mais emocionante;

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| 2011 – se 2010 teve uma disputa fantástica, o ano seguinte não conseguiu repetir a excelente disputa. Sebastian Vettel da Red Bull conquistou seu bicampeonato com certa facilidade. A prova nipônica foi vencida por Jenson Button da McLaren, e Sebastian Vettel com o terceiro lugar fechou a disputa com quatro provas de antecedência.

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Cristiano Seixas

Fã hardcore de Fórmula 1, apreciador da história, números e estatísticas da categoria, mais conhecido como Mestre Cristiano Seixas, pois é um PHD e MDA em Fórmula 1 ainda é Graduado, Pós-Graduado, Mestrado e Doutorado sobre História da Fórmula 1, Wikipédia erra o Cristiano não.

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