Os Segredos da Ferrari SF70H

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Desde o início da pré-temporada, a Ferrari têm atraído a atenção de muitos cabeças de gasolina, não só pelo visual agressivo e inovador de seu monoposto, como também pelos resultados em pista, tanto em relação aos tempos de volta quanto a confiabilidade. Essa performance surpreendedora nos levou a perguntar: O que torna o SF70H tão especial?

Fonte: formula1.com

Observando o carro de frente, podemos perceber que as aberturas dos sidepods estão muito mais altas quando comparadas ao SF16-H, da temporada passada, permitindo que o fluxo de ar entre sem muita interferência dos elementos da suspensão dianteira. Outras equipes, como Mercedes e Toro Rosso, decidiram abordar esse problema de uma forma diferente, subindo suas suspensões dianteiras ainda mais. Através da imagem também notamos como a Ferrari foi agressiva na margem inferior dos sidepods.

Na verdade, todo o conceito dos sidepods da Ferrari foi tópico de discussão nas últimas semanas. O regulamento de 2017 prevê que as margens superiores dos sidepods estejam à um ângulo de 75º em relação ao carro, com o objetivo de melhorar o aspecto estético dos bólidos, complementando as asas traseiras inclinadas. Em contra-partida, designers prefeririam um ângulo de 90º para otimizar a eficiência do fluxo de ar.

Fonte: formula1.com

Alguns especialistas já questionaram se a Ferrari conseguiu encontrar uma brecha nesse trecho do regulamento. Como podemos ver na imagem acima, a Ferrari moveu a margem superior dos sidepods para trás, mantendo o ângulo ideal de 90º, contudo, uma complexa estrutura foi colocada à frente das entradas. Essa estrutura, que lembra uma moldura, está conectada com os sidepods, portanto fazendo parte do componente e mantendo os 75º requeridos. A estrutura não só possui diversos elementos projetados para melhorar o fluxo de ar, como também permite que a parte principal dos sidepods seja menor.

Fonte: formula1.com

Outra solução inteligente encontrada pela escuderia foi o sistema de refrigeração para a caixa de câmbio e sua parte hidráulica. Aparentemente, ele não está corpo do carro, como de costume, mas sim posicionado no assoalho. Os dutos continuam na área de 140cm prevista por regulamento por questões de segurança, mas já que não estão mais perto do motor, devem ficar muito mais frios, tornando o sistema ainda mais eficiente. A imagem acima mostra diversos adesivos térmicos colocados nos canais de refrigeração durante os testes, a princípio com o objetivo de monitorar a temperatura e eficiência do sistema.

Integrando tudo isso, a Ferrari parece estar com um pacote muito competitivo nas mãos, entretanto, as respostas definitivas só virão em Melbourne.

Fonte: Formula1.com/tech-insight-the-secrets-to-ferrari-s-sf

Fernando Campos

Brasiliense, podcaster, Team Pepsi, torcedor do Fluminense e de basicamente todos os times de Boston, além de ser dono de um talento sobrenatural para matar equipes de Fórmula 1 (basta perguntar para a Toyota, Lotus e Aston Martin, que sequer entrou mas provou do veneno). Seu habitat natural é o Twitter mas pode ser encontrado falando besteira em outros lugares também. Joga nas 11 com podcasts no Podcast F1 Brasil, vídeos no Boteco F1 e textos aqui no Boletim do Paddock, com direito a uma passadinha no Superlicense de vez nunca, além das redes sociais tupiniquins do Apex Race Manager.

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