GLOSSÁRIO

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| Rubens Gomes Passos Netto – publicado em 13/09/2016 às 22:59

Segue abaixo o nosso glossário onde buscamos reunir a maioria dos termos usados na Fórmula 1.

Aba de Gurney: Uma aba ajustável na traseira de uma asa, usada para alterar a quantidade de pressão aerodinâmica que aquela asa dá sem trocar as configurações da asa.

Abandono (Retirement): Quando um carro precisa sair da corrida por causa de um acidente ou falha mecânica.

Acelerador remoto: Um controle eletrônico de aceleração que superou o controle original por pedal.

Achatamento (Flat spot): É o termo usado para denominar a área de um pneu usada maciçamente em um ponto imediatamente após uma frenagem extrema ou em uma rodada. A área fica achatada, e isso estraga o desempenho do pneu, causando frequentemente uma severa vibração. Pode forçar o piloto a fazer uma parada para trocar o jogo de pneus.

Acordo de Concorde: Contrato entre todas as equipes, a FIA e a Foca, assinado em 04 de março de 1981, pelo qual todas as decisões devem ser tomadas por unanimidade.

Aderência (Grip): Intensidade do contato entre os pneus em movimento e a superfície da pista. Volume de tração que um carro possui em qualquer ponto, afetando o grau de dificuldade para o piloto manter o controle do carro nas curvas. Um carro com boa aderência é mais estável de guiar.

Aerodinâmica (Aerodynamics): O estudo do fluxo de ar ao redor e sobre um objeto. Parte fundamental do projeto de um carro de Fórmula 1. Aerodinâmica em carros de corrida tem duas preocupações básicas: a criação de aderência que empurre o carro para baixo minimizando as forças laterais que empurram o carro para fora da linha ideal em curvas, e ao mesmo tempo minimize o arrasto e a turbulência em retas, que diminuem a velocidade do carro.

Aerofólio: As asas invertidas encaixadas na traseira do carro e no bico, que dão pressão aerodinâmica a maquina, ajudando a contornar nas curvas. Peça que tem função de pressionar a parte traseira do carro contra o solo e com isso dar maior estabilidade. Em monopostos existem os aerofólios dianteiros e traseiros. Em carros de turismo e protóptipos não existe aerofólio dianteiro, mas sim Spoiler (ver mais abaixo). Peça que funciona como uma asa de avião e pressiona a traseira do carro contra o solo, aumentando a carga sobre as rodas e dando mais potência e melhorando o direcionamento.

Airbox: Abertura na carroceria, acima da cabeça do piloto, projetada para sugar o ar do ambiente para os cilindros.

Ajudas de pilotagem: Uma variedade de aparelhos eletrônicos, como suspensão ativa e controle de tração, que ajudava os pilotos a manter seus carros no melhor nível, com a melhor aceleração em todos os momentos. Eles foram banidos no começo dos anos 90.

Alambrado Armco: Marca da barreira de metal que tem sido usada para impedir que os carros voem para fora das pistas do mundo desde a década de 60.

Alça de emergência: Anel no flanco das carrocerias, pintado em vermelho, permitindo aos comissários de pista, através de um longo gancho acionar simultaneamente os extintores e o corta-circuito elétrico.

Altura do chassi ou Altura do carro (Ride Heights): Altura entre a superfície da pista e o assoalho do carro.

Análise técnica: Uma checagem técnica dos carros, pelos oficiais, para garantir que nenhum deles está fora do regulamento.

Análise: Uma sessão de perguntas e respostas entre os pilotos e engenheiros depois de todas as vezes que eles correm, quando eles discutem o comportamento do carro e sugerem mudanças no acerto.

Apelação (Appeal): Ação tomada por uma equipe em favor de seus pilotos quando eles são, na visão do time, injustamente penalizados pelos comissários da corrida.

Apêndice: O ponto médio da linha interna de uma curva, para onde os pilotos ‘miram’ seus carros.

Apex: É o ponto de uma curva que o piloto terá como objetivo fazer o carro passar. O apex é na linha mais rápida da curva. Algumas curvas têm mais de um apex.

Apoio de pés: A frente do cockpit onde os pés do piloto têm contato com os pedais.

Aquaplanagem: Fenômeno que ocorre quando a pista está bem molhada.  Uma camada de água se forma entre o pneu e o asfalto, tirando toda a aderência e mantendo o carro praticamente no ar Quando as rodas de um carro perdem contato com a superfície da pista quando ela está alagada, deixando o piloto sem controle.

Aquaplanar: Ocorre quando uma camada de água se acumula entre os pneus de um carro e a superfície da pista. O carro perde o contato com a pista e torna-se incontrolável (muito comum em carros de passeio também).

Aquecedor de Pneus (Tyre warmer): Capa elétrica enrolada ao redor dos pneus antes que sejam ajustados ao carro. O objetivo é fazer com que a temperatura dos pneus esteja próxima da ideal na hora em que eles forem usados.

Ar limpo (Clean air): O ar que não é turbulento e que, com isso, oferece ótimas condições de aerodinâmica, como o experimentado por um carro em um túnel de vento.

Ar medicinal: Ar esterilizado contido sob pressão num pequeno cilindro e ligado ao capacete do piloto, permitindo a respiração no meio das chamas.

Ar sujo: É quando o carro que está imediatamente á frente produz turbulência, que pode reduzir drasticamente a eficácia da asa dianteira do carro que vem atrás. Em condições ideais a asa dianteira pode produzir 25% do total de downforce de um monoposto.

Arco de proteção: Estrutura, em geral tubular, para proteger o piloto em caso de capotamento do carro.

Arrasto (Drag): Frenagem aerodinâmica causada pelo turbilhonamento do ar que passa pela carenagem, pneus, aerofólios e suspensões. Resistência aerodinâmica sentida quando o carro anda para frente.

Asas-X: Pequenas asas montadas em cada lado do cockpit no começo de 1998, na busca por maior pressão aerodinâmica. Elas foram banidas quase que imediatamente.

Aspiração normal: Qualquer motor que não seja super carregado ou com turbo. Não há indução forçada de ar.

Assentamento (Bottoming): Quando, por meio de forte compressão, o chassi de um carro bate na superfície da pista e atinge a parte inferior de seu curso de suspensão, raspando o assoalho no asfalto.

Assoalho: Um nível separado do carro que é colocado do lado de baixo do monobloco.

Autoblocante: Mecanismo que limita a ação do diferencial e evita que as rodas motrizes girem em velocidades diferentes.

Autoclave: Forno usado para cozimento de peças feitas em fibra de carbono.

Balaclava: Máscara protetora a prova de fogo que os pilotos usam por baixo do capacete, para evitar queimaduras no rosto e pescoço.

Balanceamento de Freios (Brake balance): Mudança que é feita de dentro do cockpit para alterar a distribuição da potência de frenagem do carro entre as rodas dianteiras e traseiras, de acordo com o desejo do piloto.

Bandeiras: Instrumentos usados pelos fiscais e comissários para comunicação com os pilotos.

Bandeirinha (Fiscal de pista) (Marshal): Fiscal encarregado de acionar as bandeiras de comunicação durante treinos e corridas. Oficial da corrida que supervisiona a segurança durante uma prova. Os fiscais têm diversas tarefas a cumprir, incluindo observar a segurança do público para que ninguém coloque em risco pilotos ou a si próprios. Os bandeirinhas atuam também como bombeiros, ajudando a remover da pista carros e pilotos encalhados e agitando bandeiras de aviso para assinalar a condição da pista.

Bandeja inferior: Um braço da suspensão, que sai da roda e vai até a parte inferior do amortecedor, no qual após a roda passar por uma ondulação este braço puxa o amortecedor para cima.

Bandeja superior: Um braço da suspensão, que sai da roda e vai até a parte superior do amortecedor, no qual após a roda passar por uma ondulação este braço empurra o amortecedor para baixo.

Barbatana: Aerofólios pequenos dispostos no bico de cada lado do carro.

Bargeboard (Bargeboard): Pedaço de carroceria montado verticalmente entre as rodas dianteiras e o início dos sidepods para facilitar o fluxo de ar em torno dos lados do carro.

Barra estabilizadora: Barra de torção ligando as duas rodas de um mesmo eixo, limitando a inclinação lateral do carro e também o equilibrando, pois age separadamente na dianteira e na traseira. Uma parte da suspensão colocada para prevenir derrapagens.

Bater o assoalho no chão: Quando o chassi de um carro atinge a superfície da pista por causa de uma forte compressão, chegando ao nível mais baixo da suspensão.

Biscoito: Tipo de pneu com ranhuras indicado para pistas molhadas.

Bitola: Distância separando o meio de cada uma das rodas de um mesmo eixo.

Bolas de asfalto: Bolas da superfície da pista que se soltaram e ficam presas aos pneus dos carros. Estas podem tirar os pilotos de sua linha normal de corrida.

Bolhas nos pneus (Blistering): Acontece em consequência do superaquecimento de um pneu, ou de parte dele. O aquecimento excessivo pode fazer com que a borracha amoleça e se solte em pedaços do corpo do pneu. A formação de bolhas pode ser causada pela seleção de um composto de pneus inadequados (por exemplo, um que seja demasiado suave para as condições do circuito), pressão muito alta dos pneus, ou um mau acerto de carro.

Borboletas (Paddles): Alavancas colocadas em ambos os lados da parte traseira do volante, usadas pelo piloto para mudar as marchas para cima ou para baixo.

Boxes (Pits): Local onde ficam os carros e que compreende a garagem (parte coberta onde ficam guardados os equipamentos e carros), pit-lane e pista. Área do trajeto separada da reta de largada/chegada por um muro, para onde os carros são levados para troca de pneus e combustível durante a corrida ou para mudanças de ajuste. Cada carro deve parar em sua respectiva garagem dentro dos boxes.

Brake-test: Manobra desleal, na qual o piloto que está na frente dá uma “beliscada” no freio em pontos improváveis, para assustar aquele que vem atrás, tentando ultrapassagem.

CAD/CAM: Um programa de computador para projetar as partes e o motor do carro.

Caixa de Ar: O receptáculo de ar localizado acima da cabeça do piloto, que capta ar para o motor.

Caixa de brita (Gravel trap): É projetado com o objetivo de diminuir a velocidade dos carros que escapam da pista. Leito de cascalho na parte externa das curvas. Área de proteção na parte externa das curvas, onde é colocada brita com o objetivo de diminuir a velocidade dos carros em caso de derrapagem ou acidente, para evitar choques maiores contra as barreiras de proteção. Geralmente o carro atola e fica impedido de voltar à pista.

Caixa Preta: O gravador de dados que ajuda os investigadores de acidentes a coletarem as forces-g e outras cargas físicas experimentadas por um carro e seu piloto durante um acidente.

Caixas laterais: Caixas situadas de cada lado do monoposto, abrigando geralmente, os radiadores.

Cambagem: É o ângulo da roda quando visto de frente ou de traseira. Cambagem positiva é quando o topo das rodas estão mais afastados do carro do que a parte de baixo. Cambagem negativa é o oposto e é muito mais frequentemente usada em carros de corrida, embora possa não ser o mesmo em ambas as rodas dianteiras e traseiras. A cambagem geralmente é a mesma de ambos os lados em carros que competem em pistas mistas ou de rua. Em carros que competem em ovais, como na Indy, a curvatura pode variar de um lado para outro e isso é muitas vezes benéfico. Cambagem positiva raramente é usada, exceto em alguns casos de ovais na Indy, quando um lado do carro pode ter curvatura positiva enquanto a outra negativa.

Câmbio semiautomático: Sistema de câmbio em que a mudança de marchas é feita por comandos eletrônicos colocados atrás do volante. Um aumenta, outro reduz a marcha, sem ter que usar uma alavanca de câmbio ou o pedal da embreagem.

Câmbio sequencial: Sistema de mudança em que o piloto empurra a alavanca de câmbio para frente para aumentar a velocidade ou puxa para trás, para reduzir.

Câmeras a bordo: As pequenas câmeras (5 kg) que são colocadas ao redor do carro (uma por carro), em uma variedade de posições.

Carenagem: Carroceria do F-1, que tem por objetivo proporcionar eficiência aerodinâmica ao carro. A seção de fibra de carbono que tem por objetivo proporcionar eficiência aerodinâmica ao carro, colocada sobre o monobloco antes dos carros deixarem os boxes, assim como a cobertura do motor, do cockpit e o cone do bico do carro.

Carroceria (Bodywork): As seções de fibra de carbono ajustadas ao monocoque antes de o carro deixar os boxes, tais como tampa do motor, cobertura da cabine do piloto e nariz do carro.

Célula de combustível: O tanque flexível usado como tanque de combustível.

Centralina: Cérebro eletrônico do carro, que controla a injeção de gasolina no motor e a ignição.

Centro de pressão: Onde todas as forças aerodinâmicas de um carro se concentram. Assim como o centro de gravidade de um carro, este também precisa se localizar no meio do carro.

CFD (ou DCF): Dinâmica Computacional dos Fluidos é uma função que ajuda os projetistas a avaliar o fluxo de ar sobre e em volta do carro.

Chacoalhada: Um breve teste feito quando uma equipe está testando uma parte diferente do carro pela primeira vez, antes de voltar e pilotar a 100% para fazer um tempo rápido.

Chassi (Chassis): Estrutura básica do carro que envolve o piloto e sustenta os componentes do carro, na qual se encaixam o motor e a suspensão.

Chassi tubular: A maneira com a qual os chassis eram feitos até a introdução dos monoblocos na metade da década de 60, com uma moldura de tubos finos de metal cobertos com uma pele de metal.

Checagem técnica (Scrutineering): A checagem técnica dos carros é feita pelos fiscais de prova para assegurar que nenhum deles está fora do regulamento.

Chicane (Chicane): Espécie de “dente” feita no traçado no meio de uma reta, com o objetivo de reduzir a velocidade dos carros. Uma apertada sequência de curvas em direções alternadas. São usualmente inseridas no circuito para diminuir a velocidade dos carros, muitas vezes substituindo o que havia sido uma curva de alta velocidade.

Cilindrada: Volume em cm3 deslocados pelos pistões dentro dos cilindros do motor.

Circuito: Local onde são realizadas as provas do Mundial.

Classificação (Qualifying): Sessão decisiva do sábado, em que os pilotos competem para obter o melhor tempo possível de forma a determinar o grid de largada para a corrida.

Cobertor térmico: Dispositivo que envolve os pneus e os mantém aquecidos antes de uma largada ou de um pit-stop.

Cockpit (Cockpit): A parte do chassi em que o piloto se senta. Lugar em que o piloto dirige o carro. Cabine que envolve o piloto. Projetada e produzida para resistir a impactos de várias toneladas, dependendo da categoria.

Coletores de ar laterais: Buracos no final das laterais de um carro para tirar o fluxo de ar das rodas traseiras.

Comissão técnica: A parte da entidade que comanda o esporte responsável pelas decisões no regulamento técnico.

Comissário: Um dos três oficiais em cada Grande Prêmio, apontado para tomar decisões em caso de mal comportamento do piloto ou irregularidades mecânicas.

Comissários de prova (Steward): A cada Grande Prêmio, a FIA determina quatro comissários, que irão supervisionar o desenrolar da competição e tomar decisões quanto a possíveis infrações técnicas e/ou esportivas.

Composto do pneu (Compondo): É a parte de qualquer pneu em contato com a pista e, dessa maneira, um dos principais fatores a decidir seu desempenho. O composto ideal é aquele com máximo controle, boa durabilidade e resistência ao calor. Um composto típico em Fórmula 1 possui mais de dez ingredientes, tais como borracha, polímeros, enxofre, negro de carbono e petróleo. Cada um deles inclui um vasto número de variantes, podendo ser usados em maior ou menor grau. Uma pequena mudança na mistura pode alterar o desempenho do composto.

Compressor: Dispositivo mecânico para aumentar a carga de ar admitida nos cilindros do motor.

Computador de bordo: Terminal que armazena informações sobre o comportamento de carro na pista e que podem ser transmitidas aos terminais dos boxes por ondas magnéticas ou por conexão feita durante o pit stop.

Construtor: Uma companhia que constrói carros especializados para automobilismo. Difere-se do termo ‘equipe’, já que algumas equipes no passado costumavam comprar carros de outros construtores e se inscreverem na Fórmula 1.

Controle de Tração (Traction control): Sistema computadorizado que detecta se alguma das rodas traseiras está perdendo tração – ou seja, rotação – e transfere mais força para a roda com maior tração, distribuindo assim a aderência de modo mais eficiente. Foi proibido a partir da temporada de 2008.

Corrida chuvosa: Declarada pelo diretor da prova, quando chove antes da largada de um Grande Prêmio se em todas as ocasiões anteriores que os carros estiveram na pista ela estava seca. Um treino extra de 15 minutos é introduzido entre o warm-up e a largada. Se a chuva chega cinco minutos antes da largada, as equipes podem trocar seus pneus no grid e a largada acontece 15 minutos depois do previsto.

Crash-test: Teste de resistência do chassi realizado pela FIA antes de homologar um carro.

Damper: Um aparelho usado para controlar o movimento vertical da suspensão.

Data: Dados incluídos nos computadores que controlam suspensões e outros equipamentos.

Decaimento das rodas: O movimento sentido sob aceleração, freada e curvas.

Defeito localizado no pneu: Acontece quando um pneu desgasta apenas em um local depois de uma forte freada, ou numa rodada. Isto arruína o manuseio do veículo, causando muita vibração, forçando um piloto a parar nos boxes para colocar um novo jogo de pneus.

Defletor lateral: A parte do carro que sai dos lados do monobloco, ao lado do piloto, e vai até a asa traseira, cobrindo os radiadores.

Defletor: Apêndice aerodinâmico dos carros de F-1, localizado entre os eixos.

Defletores Laterais: Pedaços de carenagem colocados verticalmente entre as rodas dianteiras e o começo das laterais, para ajudar o ar a fluir mais suavemente pela lateral do carro.

DFC: Dinâmica de Fluidos Computacional é comumente descrito como “um túnel de vento em um computador”. A utilização da enorme capacidade computacional somada a  programas sofisticados, que permite aos engenheiros simular e analisar as propriedades aerodinâmicas de uma peça antes mesmo de ser fabricada.

Diferencial: A ligação entre a caixa de câmbio e as rodas. Equipamento que transmite a potência do motor para as rodas traseiras.

Difusor (Diffuser): Peça de função aerodinâmica localizada embaixo na traseira que facilita a passagem do ar pelo carro, além de proporcionar mais estabilidade na traseira. A seção traseira do assoalho, em que o ar que flui embaixo do carro circula. O desenho do difusor é crucial, já que controla a velocidade com que o ar sai da parte inferior de um F1. Quanto mais rápido isso ocorrer, menor é a pressão de ar abaixo do carro. Consequentemente, maior é a pressão aerodinâmica gerada.

Difusor de desaceleração (off-blown): Normalmente, o motor só irá produzir gases de escape quando o piloto está pisando no acelerador. Isto significa que quando o piloto tira o pé do acelerador, o difusor para de receber o fluxo adicional de ar. Para contornar esta situação, algumas equipes têm modificado seus mapeamentos de motor para que quando o piloto desacelere apesar do abastecimento de combustível e ignição serem cortados, o fluxo de ar através do escape continue. Esta técnica tornou-se conhecida como “soprando frio” – o escape ainda “sopra” ar no difusor, só que “frio”, já que nenhum combustível ou a ignição estão envolvidos.

Difusor quente de desaceleração (hot blowing): Algumas equipes têm levado as coisas um passo adiante. Elas conseguiram fazer com que, mesmo quando o piloto tira o pé do acelerador e a ignição seja cortada, as válvulas do motor continuem injetando um pouco de combustível através do escapamento. Esse combustível se inflama no escapamento quente, aumentando a quantidade, velocidade e temperatura do ar que vai para o difusor.

Difusor soprado: Em carros de rua, as saídas de escape do motor são normalmente localizadas no final da parte traseira do carro. Em um carro de Formula 1 elas são deliberadamente localizadas em frente às rodas traseiras para que o ar quente e rápido dos gases de escape possam ser canalizados para o difusor traseiro. Isso aumenta o fluxo de ar através do difusor e, por sua vez aumenta a quantidade de downforce que o difusor produz. Isto é perfeitamente legal sob as regras da temporada 2011 da Formula 1.

Difusor: Peça de função aerodinâmica localizada embaixo na traseira que facilita a passagem do ar pelo carro, além de proporcionar mais estabilidade na traseira.

Diretor de prova: Responsável pelas decisões tomadas durante toda a corrida. Dirigente designado pela FIA e responsável pelas decisões durante a prova, como o acionamento das bandeiras, desclassificação de piloto ou entrada do “safety car”.

Distância entre eixos: Distância separando o eixo dianteiro do eixo traseiro.

Doctor-car: Veículo que leva o médico da FIA, para intervenções nos locais de acidentes.

Downforce: Aderência aerodinâmica proporcionada pelos aerofólios (dianteiros e/ou traseiros) e outros apêndices aerodinâmicos. Força vertical que empurra o carro em direção ao solo, aumentando sua aderência à pista. Essa força é obtida através dos aerofólios, asas, spoilers e todo o desenho do chassi.

Drive-through (Drive-through penalty): Uma das duas punições que podem ser distribuídas a critério dos comissários de prova enquanto a corrida ainda está acontecendo. O piloto deve entrar na área dos boxes respeitando o limite de velocidade e voltar à corrida sem parar.

DRS: Sigla em inglês para Drag Reduction System, ou Sistema de Redução de Arrasto. Trata-se de um sistema introduzido em 2011 – para ajudar nas ultrapassagens – onde em determinadas partes da pista, o piloto pode “abrir” os flaps da asa traseira e o carro ganha muita velocidade em reta. Durante treinos os pilotos podem usar o sistema onde quiserem, mas durante a corrida somente no(s) ponto(s) determinado(s) pela FIA e se o piloto estiver até a 1 segundo de distância para o que vai à frente.

ECU (Engine Control Unit ou UCE): O cérebro eletrônico do motor – unidade de controle eletrônico – que ajusta o nível de ignição e fluxo de combustível para a melhor eficiência do motor ou unidade de controle eletrônico é o computador central que gerencia as emissões e o consumo de combustível do motor, temperatura da água do radiador, quantidade de oxigênio no escapamento, determina por quanto tempo o injetor de combustível deve ficar aberto, controla a tração e outras inúmeras funções vitais de funcionamento e performance dos motores de rua e de competição. Na F1 a ECU é padronizada para controlar custos e evitar que as equipes burlem o regulamento. Mas na maioria das categorias, como na MotoGP, a ECU é livre.

Efeito Coanda: Descoberto pelo romeno Henri Marie Coanda (07/06/1886 – 25/11/1972) define que qualquer fluido tende a seguir o contorno da superfície curva com a qual se depara. Utilizado por algumas equipes de Formula 1 a partir de 2012, para canalizar os gases quentes do escape em direção ao difusor, através da curvatura da carenagem.

Efeito solo: Forma de se obter aderência através da retirada do ar que circula sob o carro, criando-se uma área de baixa pressão que atrai o carro para o solo. Uma técnica aerodinâmica que resulta do fato das laterais do carro selarem o ar debaixo dele, criando uma área de pressão negativa, que suga o carro para baixo, aumentando a pressão aerodinâmica proveniente das asas. Tipo de downforce que é gerado pelo assoalho de um carro de corrida. Pensado por Colin Chapman na década de 70, é o tipo de downforce mais eficaz que existe. O assoalho do carro (juntamente com as saias laterais) é construído de forma que pareça uma asa de avião invertida. Isso aumenta a velocidade do fluxo de ar sob o carro e gera um enorme efeito de sucção. Na F1 é proibido e o assoalho do carro tem que ser obrigatoriamente plano. Os difusores tem uma função semelhante, mas muito menos eficaz.

Eficiência Aerodinâmica: Uma proporção que compara o arrasto do carro com sua pressão aerodinâmica.

Equilíbrio Aerodinâmico: Quando um carro tem equilíbrio na frente e atrás quanto ao fluxo de ar sobre ele. Sem isso, o carro estará desequilibrado e escapará na frente, caso haja menor pressão aerodinâmica na frente, ou escapará de traseira, caso haja menor pressão aerodinâmica na traseira.

Equilíbrio dos freios: Um botão no cockpit que altera a divisão dos freios do carro entre a frente e a traseira, de acordo com o desejo de um piloto.

Equipe de testes: A maioria das equipes tem uma equipe separada para conduzir seus programas de testes na semana após cada GP, permitindo que sua equipe de corrida descanse.

Escuderia (Scuderia): É a equipe de F-1.

Farofa: Termo usado por pilotos e técnicos para designar uma mistura de pedaços pequenos de borracha [dos pneus], pedriscos e sujeira na pista. Essa mistura forma uma farofa que geralmente fica logo ao lado do trilho ideal da pista, onde os pilotos evitam passar por ser bastante escorregadia.

Fechar a porta: Manobra do piloto para impedir a ultrapassagem. Quando um piloto coloca meio carro à frente do adversário, este já não pode “fechar a porta”.

FIA: O órgão que regulamenta o esporte, a Federação Internacional de Automobilismo, que comanda todo o automobilismo internacional é a entidade máxima do automobilismo mundial e responsável pelas regras do Mundial de F-1.

Fibra de Carbono: Camadas de fibras que são ‘cozinhadas’ para se tornarem um material do qual o monobloco e a suspensão são feitos.

Fiscal: Um oficial que tem o dever de tirar carros batidos ou abandonados e seus pilotos de posições perigosas ao redor do circuito, ou de agitar bandeiras para informar pilotos de perigos pendentes.

Fly by wire: Sistema de computador em que chips enviam ao motor o impulso do pé do piloto ao acelerador. Sistema de aceleração sem cabo, proibido pela FIA.

Flying lap: Volta de treino em que o piloto atinge condições para tentar a pole position.

FOCA: Associação dos Construtores da Fórmula Um, um órgão organizado pelos donos das equipes para representar seus interesses quando eles conflitam com o órgão máximo do esporte, a FIA.

FOM: Formula One Management é a empresa responsável pelo gerenciamento dos direitos comerciais da categoria. Seu proprietário é Bernie Ecclestone, ex-dono da equipe Brabham e hoje considerado o “chefão” da Fórmula 1.

Força de sustentação: Perda de aderência pela aerodinâmica, que produz uma força de baixo para cima.

Força descendente: Pressão de cima para baixo exercida sobre o carro pelos dispositivos aerodinâmicos para mantê-lo no chão.

Força G (G-force): É a força física equivalente a uma unidade da gravidade que é multiplicada durante as rápidas mudanças de direção ou de velocidade. Elas acontecem principalmente em curvas, acelerações e freadas. Os pilotos suportam diferentes níveis de forças G quando fazem curvas, na aceleração e nas frenagens.

Forças Maiores: Uma situação na qual uma equipe ou um piloto não tem opções sob as circunstâncias. Frequentemente citado como exemplo, se estiver chovendo muito forte, e um ou mais pilotos ficaram com um tempo fora dos 107% na qualificação, eles podem ser admitidos na corrida devido a forças maiores.

Formação de Bolhas: É o que acontece aos pneus quando eles desgastaram demais, especialmente quando as temperaturas estão muito altas.

Fórmula: Designação para carros monopostos de competição.

Fornos industriais: Usados pelas equipes para ‘cozinhar’ suas partes de fibras de carbono durante o processo de construção

Fota: Formula One Teams Association é a associação das equipes que disputam a categoria. FOM e a FIA brigam para ver qual tem mais influência nos rumos da categoria.

Freada com o pé esquerdo: Um estilo de frenagem popular nos anos 90, depois da chegada da embreagem na mão, para que os pilotos possam manter o pé direito no acelerador e dedicar o esquerdo às freadas.

Frenagem com o pé-esquerdo (Left-foot braking): Estilo de freada que se tornou popular na década de 1990, logo após a chegada das embreagens manuais. Permite ao piloto manter seu pé direito no acelerador ao mesmo tempo em que usa o pé esquerdo para frear o carro.

FT3: Material flexível para fabricação dos tanques de combustível. Homologado segundo normas chamadas FT3, nome emprestado da aviação norte-americana.

GP: Grande Prêmio, denominação usada para corridas de campeonatos de fórmulas. Os GPs da Fórmula 1 levam o nome dos países onde se realizam.

Grand Chelem: Piloto que faz pole position, melhor volta e vence a corrida sem perder a liderança (sempre permanece na primeira posição, mesmo nas paradas de box).

Granulação (Graining): Quando um carro desliza, pode fazer com que pequenos pedaços de borracha (grains) se soltem dos sulcos dos pneus. Esses detritos então se colam à superfície do pneu, separando-o da superfície da pista de forma superficial. Para o piloto, o efeito é como o de dirigir sobre rolamentos de esferas. A condução cuidadosa pode limpar a granulação em poucas voltas, mas afeta o ritmo do piloto. Estilo de condução, condições da pista, ajuste do carro, quantidade de combustível e o próprio pneu desempenham um papel na granulação. Na essência, quanto mais o pneu deslizar sobre a superfície da pista, mais provável será a ocorrência do processo de granulação.

Grid de largada: Alinhamento para a largada organizado de acordo com os melhores tempos nos treinos oficiais.

Grid: Formação para a largada, de acordo com os tempos obtidos nos treinos de classificação.

Grip: Palavra muito usada pelos pilotos, que significa aderência.

Guard rail: Barreira metálica de proteção utilizada principalmente em circuitos de rua.

Guinada oposta: Quando um carro faz uma curva com as rodas dianteiras viradas ‘para dentro’ da curva (isto é, no ângulo oposto da direção da curva), com o carro sendo ‘virado’ pelo acelerador.

Hairpin (Grampo em português): Curva muito fechada, geralmente de 180º. Cotovelo. 

Hat Trick: Piloto que faz pole position, melhor volta na corrida e vence a corrida. 

HP: Unidade de medida de potência do motor. Do inglês “horse-power”.

Instabilidade dianteira: Quando a dianteira do carro não quer fazer uma curva e escorrega para frente enquanto um piloto tenta virar para o apêndice.

Instabilidade traseira: Quando a traseira de um carro não quer fazer uma curva e tenta ultrapassar a dianteira enquanto o piloto passa pelo apêndice da curva. Isto normalmente exige uma correção através de uma guinada oposta.

KERS (KERS): O Sistema de Recuperação de Energia Cinética (Kinetic Energy Recovery Systems), ou KERS, tem como função restaurar a perda de energia cinética do carro durante a freada, armazenando-a para, posteriormente, disponibilizá-la para o motor impulsionar o carro. O piloto tem acesso a essa potência adicional por períodos limitados por volta. O acionamento se dá por meio de um botão no volante.

Kevlar: Marca de uma forma muito forte de material de fibra de carbono, introduzida na década de 80.

Largada Abortada: Quando a largada de uma corrida é cancelada por questões de segurança, como após um acidente, ou quando pilotos ou outras pessoas estão em posições perigosas quando as luzes vermelhas se apagam. Logo acontece uma nova largada.

Largada empurrada: Quando um carro é empurrado pelos fiscais, para que o motor pegue no tranco. Isto é legal apenas se o carro está numa posição na pista que não traz perigo aos outros. Caso contrário, a largada empurrada leva à desclassificação.

Largada Queimada: Quando um piloto deixa o grid antes das cinco luzes vermelhas se apagarem durante a largada. Os sensores detectam qualquer movimento prematuro, e uma largada queimada faz o piloto ser punido com 10 segundos de stop and go.

Lastro (Ballast): Pesos fixados ao redor do carro para maximizar seu equilíbrio e levá-lo até ao limite mínimo de peso.

Levantamento: O oposto de pressão aerodinâmica, quando o fluxo de ar sob o bico, laterais e asas tenta levantar o carro da pista.

Limitador de giro: Mecanismo que impede o motor de girar exageradamente.

Linha ideal: Melhor trajetória.

Long run: Quando um piloto completa muitas voltas na pista sem parar no box.

Macarrão (Graining): Quando um carro derrapa, pode soltar pequenos pedaços de borracha dos pneus, que parecem tiras finas de macarrão. Essas tiras de macarrão podem ficar grudadas nos pneus entre o pneu propriamente dito e a superfície de pista. Para o piloto, o efeito é como dirigir numa pista cheia de pedrinhas. Uma pilotagem cuidadosa pode limpar essas tiras do pneu em algumas voltas, mas, obviamente, tem um efeito sobre o ritmo do piloto. O estilo de condução, condições da pista, acerto do carro, carga de combustível e calibragem do pneu podem causar a formação do macarrão. Em essência, quanto mais o pneu se move sobre a superfície da pista (ou seja, derrapa), mais provável a formação do macarrão.

Mapeamento do motor: Uma técnica usada por uma UCE para combinar a taxa de ignição e o timing do motor.

Marcas de Pneus: A área de contato entre os pneus de um carro e a superfície da pista, vital em termos de tração e consequentemente no manuseio do carro.

Meia-asa: Um pequeno aerofólio colocado atrás da cabeça dos pilotos, acima da asa traseira, como tem sido visto desde o final dos anos 90.

Monobloco: Uma única peça onde o cockpit está com o motor preso atrás dele e a suspensão em cada lado.

Monocoque (Monocoque): Um projeto pioneiro criado pela Lotus na década de 60, mas agora utilizado por todos, o monocoque envolve uma grande parte do chassi ou ele inteiro, em uma única peça resistente, rígida e mais leve possível. É onde o piloto se senta e onde o resto do carro está ligado, pense nisso como o corpo principal do carro. Tipo de chassi em aço ou material sintético formando uma única estrutura, que substitui os chassis compostos de tubos e soldados. Estrutura tubular única, na qual se localiza o cockpit, com o motor fixado em sua traseira e a suspensão dianteira em ambos os lados da parte frontal.

Monoposto: Carro feito especificamente para competição, com lugar para apenas o piloto, sem cobertura para a cabeça e com as rodas para fora do corpo do carro. São os modelos usados nas categorias chamadas “fórmula”.

Motor home: Caminhão ou ônibus das equipes que serve como local de descanso ou reuniões.

Muro do Box (Pit wall): Onde o chefe da equipe e engenheiros ficam durante a corrida, normalmente sob um toldo, para manter os monitores protegidos do sol e da chuva.

Não-classificado: Quando um piloto ainda está pilotando no final da corrida, mas cobriu menos que 90% da distância total da prova.

Nariz Tyrrell: Bico do tipo aerobarco, com abas que prendem os spoilers. é mais alto do que os normais para criar um efeito-solo entre as rodas dianteiras, melhorando a estabilidade.

Nomex: Uma marca do tipo de material a prova de fogo que é usado na fabricação de macacões.

Paddock (Paddock): Área fechada localizada atrás dos boxes onde as equipes mantêm transportes e abrigos para motores. Não é permitida a entrada do público Área dos boxes, cabines de TV e camarotes de um autódromo.

Parque fechado (Parc Fermé): Área cercada para onde os carros são conduzidos depois da fase de qualificação ou da corrida, onde os membros das equipes não têm permissão para tocá-los a não ser sob a estrita supervisão dos fiscais da corrida. O local onde os carros são estacionados logo depois de um treino ou corrida para que eles possam ser inspecionados pelos fiscais, sem qualquer possibilidade de adulteração pelas equipes.

Pilotos: A equipe pode ter quantos pilotos quiser sob contrato, mas apenas dois podem disputar cada corrida. Todos eles, no entanto, precisam ter a superlicença, documento que os autoriza a dirigirem um carro de Fórmula 1.

Pirulito (Lollipop): Placa presa a um bastão colocada à frente do carro durante um pit stop para informar ao piloto que deve aplicar os freios e então engatar a primeira marcha antes de o carro ser liberado dos macacos.

Pit lane: Corredor onde estão localizados os boxes das equipes.

Pit stop: Parada nos boxes, durante a corrida, para troca de pneus e/ou reabastecimento de combustível.

Placa de pit (Pit board): Placa erguida por sobre o muro do box para informar ao piloto sua posição na corrida, o intervalo de tempo em relação ao carro à sua frente e/ou o de trás, além do número de voltas restantes.

Placa final: A placa no fim de uma asa.

Placa informativa: Uma placa levantada no muro dos boxes para informar um piloto sua posição na corrida, o intervalo de tempo para o carro à frente e para o carro de trás, além do número de voltas para o fim da prova.

Placa lateral da asa dianteira: Como o nome diz, esta placa aumenta a eficiência aerodinâmica tirando o fluxo de ar dos pneus dianteiros.

Placa redonda: O sinal preso a uma barra, em formato de pirulito, que é colocado na frente de um carro durante um pit stop para informar o piloto a pisar nos freios e depois engatar a primeira marcha, antes de o carro ser colocado no chão, ainda suspenso no macaco.

Placas de câmbio: Alavancas em cada lado de um volante, com as quais o piloto sobe ou desce uma marcha.

Plano de referência: Um nível imaginário no qual partes do carro devem ser alocados, como altura mínima do carro ao chão ou as dimensões máximas da asa traseira.

Pneu Intermediário: Um pneu que tem mais sulcos que o padrão de um pneu de pista seca, mas menos que um pneu de chuva, e é usado em condições mistas.

Pneu slick: Um pneu feito sem nenhum sulco, usado desde o começo da década de 1970 até 1997. Ótimos na pista seca, mas definitivamente não são uma opção para a chuva.

Pneus intermediários: São pneus parecidos com os de chuva, mas com menos ranhuras (ou sulcos) e estas são menos profundas do que as dos pneus de chuva. Indicados para chuva fraca quando a pista não chega a ficar alagada.

Pódio: Onde os três primeiros recebem troféu e escutam os hinos dos países dos pilotos e da equipe vencedora

Pole position (Pole position): Melhor colocação para a largada. lugar do piloto que fizer o melhor tempo nos treinos. Primeira posição no grid de largada, premiando o piloto que registrou a melhor volta na treino de classificação.

Pontuação: Pelo atual sistema, adotado a partir de 2010, o vencedor ganha 25 pontos. o segundo colocado, 18 pontos. o terceiro, 15. o quarto, 12. o quinto, 10. o sexto, 8. o sétimo, 6. o oitavo, 4. o nono, 2. e o décimo, 1 ponto.

Prancha de madeira (Plank): Como o nome já diz uma placa de sólida ajustada no meio do assoalho de todos os carros, desde o bico até a traseira, introduzida na metade da década de 1990 para checar se os carros não estavam correndo muito próximos da superfície da pista, algo que era indicado se a madeira se desgastasse.

Pressão aerodinâmica (Downforce): Força aerodinâmica aplicada para baixo quando um carro anda para frente. Isso é aproveitado para melhorar a tração do carro e seu manuseio nas curvas.

Protesto (Protest): Ação movida por uma equipe quando considera que outra equipe ou competidor transgrediram as regras

Punta-tacco: Termo italiano para ponta e salto do sapato. Recurso utilizado durante a frenagem para a entrada de uma curva. O piloto freia, pisa na embreagem acelera e reduz marcha(s) nessa sequencia, praticamente ao mesmo tempo. Serve para elevar a rotação do motor durante as reduções de marcha. A ponta do pé direito freia, o calcanhar (ou o lado direito do pé) dá uma pequena acelerada com a embreagem acionada, enquanto o piloto reduz a(s) marcha(s).

Qualificação: O treino oficial de uma hora, no sábado, no qual os pilotos têm no máximo 12 voltas para fazer o melhor tempo possível, com o piloto mais rápido largando na frente do grid na corrida do dia seguinte.

Queimar a largada (Jump start): Procedimento irregular de movimento do carro antes da luz verde. Quando um piloto sai de sua posição no grid de largada antes que as cinco luzes vermelhas se apaguem para assinalar o início da prova. Sensores detectam o movimento prematuro e o piloto recebe uma penalidade.

Queimar a largada: Qualquer movimento para frente que o carro faça antes da luz verde.

Reabastecimento: Parada para colocação de combustível (a vazão é de 12 litros/s), no caso, não há o reabastecimento atualmente na categoria.

RPMs: Rotações por minuto, ou seja, quantas vezes um motor é capaz de virar durante um minuto. Um carro (de série) super esportivo de rua pode virar cerca de 7.000 RPM, enquanto uma moto da MotoGP ou um carro de F1 podem virar cerca de 18.000 a 19.000 RPM.

Safety Car (Safety Car): Veículo de passeio chamado dos boxes para postar-se à frente do carro do líder na ocorrência de um problema que, por motivos de segurança, exija neutralização da prova. Também chamado de carro madrinha, é o carro de auxílio que lidera a fila de pilotos na volta de aquecimento e entra em pista quando há um acidente grave e a pista inteira fica sob bandeira amarela, que suspende a prova.

Saias: Extensões removíveis da parte inferior dos defletores laterais, que se estendiam até a superfície da pista no final da década de 70 para impedir que o fluxo de ar passasse por baixo do carro pela lateral, para que se alcançasse a área de baixa pressão necessária para o efeito solo.

Saída de frente (Understeer): Quando a partir dianteira do carro “não quer” fazer a curva e ele escorrega para fora da trajetória assim que o piloto tenta virá-lo em direção à tangente.

Saída de traseira (Oversteer): Ocorre quando a extremidade traseira do carro não quer contornar uma curva e tenta ultrapassar a extremidade dianteira no momento em que o piloto contorna em direção à tangente. Isso frequentemente requer um contra esterço para correção, de forma que o piloto vira as rodas dianteiras em direção à derrapagem.

Saídas de periscópio: Escapamentos que saem pelo topo das laterais do carro ao invés da traseira.

Santo Antônio: O arco de metal ou de fibra de carbono na traseira do cockpit, colocado para proteger a cabeça do piloto no caso do carro capotar.

Semieixo flutuante: Suspensão em ‘V’ que conecta as rodas ao carro, com dois pontos de apoio em cada lado do monobloco na frente e dois pontos de apoio em cada lado do motor na traseira.

Setores (Sectors): Para fins de tomada de tempos, a pista é dividida em três setores, cada um deles compreendendo um terço da volta. Esses trechos são oficialmente conhecidos como Setor 1, Setor 2 e Setor 3.

Shakedown (Shakedown): Um breve teste, quando uma equipe está tentando uma parte diferente do carro pela primeira vez, ou mesmo um carro inteiramente novo, que não passou por tomadas de tempo. Testa suas funções básicas de funcionamento antes de fazer um teste completo buscando tempo.

Sidepods (Sidepod): Áreas que ficam de ambos os lados do carro (ao lado do piloto) que geralmente acomodam os radiadores e eletrônica do carro em monopostos.

Slick: Pneu completamente liso utilizado em pistas secas.

Sobre viseira: Película plástica colocada sobre a viseira do capacete. Elas ficam em camadas e os pilotos as trocam várias vezes numa corrida, bastando arranca-las do capacete.

Sobre-esterço (Oversteer): Tendência de o carro sair de traseira na entrada (durante a freada) ou durante o contorno da curva.

‘Splash and dash’: Um pit stop rápido nas últimas voltas de uma corrida, quando um piloto entra nos boxes apenas para colocar alguns litros de combustível e garantir que ele chegue até o final.

Spoiler: Nome dado a uma peça na dianteira baixa do carro, cuja função é aumentar a aderência na parte frontal do carro.

Stint: Sequência de voltas sem parar no box

Stop & go ou Stop and go (Stop-go penalty): Penalização dada ao piloto, na qual ele é chamado ao box e precisa parar por 10 segundos antes de retornar à pista – sem poder trocar os pneus.

Sub esterço (Understeer): Oposto do sobre esterço, o carro tem tendência a sair de frente nas mesmas situações.

Superlicença: É a “carteira de motorista” do piloto de F1, conferida anualmente. Punições podem fazer com que o piloto perca a superlicença e não possa mais competir na Formula 1.

Supervisor da Prova: Oficial da corrida com responsabilidade geral pelo Grande Prêmio.

Suspensão ativa: Sistema eletrônico de suspensão que mantém o carro a uma altura constante da pista, diminuindo o impacto das irregularidades da pista. Um tipo de suspensão que muda automaticamente sua configuração com um computador que reage para regular a altura do carro sobre as ondulações. Foi banida no final de 1993.

Tanque flexível: Um tanque de combustível deformável que não só é mais fácil de ser colocado em um carro de corrida do que os cilindros de metal usados nos primórdios, mas também são menos prováveis de se danificarem durante um acidente.

T-car: Carro reserva.

Telemetria (Telemetry): Medição do comportamento do carro, usando transmissão de dados por ondas. Sistema que transmite dados relativos aos componentes do carro (como motor e chassi) para os computadores dos boxes, permitindo que os engenheiros monitorem o comportamento dos carros.

Temporada: Em 2015, são 19 corridas, em 19 países diferentes.

Teste de batidas: Algo que todo construtor deve submeter seu carro a cada ano para provar que seu último design é forte o bastante para correr.

Tifosi: Torcedores, em italiano. Na F1, é como são conhecidos os torcedores da Ferrari.

Tipos de composto do Pneu (Tyre compound): Tipo de mistura de borracha usado na construção do pneu. Começa no super macio e passa pelo macio e médio até chegar ao duro. Cada tipo oferece desempenho e uso diferentes.

Torque: Literalmente, o giro ou a força de um motor, o torque é geralmente usado como uma medida da flexibilidade de um motor. Um motor pode ter muita potência, mas se tiver pouco torque, aquela potência só poderá ser aproveitada dentro de uma faixa pequena de RPMs, tornando de uso limitado para o piloto. Um motor com mais torque – mesmo que tenha menos potência – pode se provar mais rápido em muitas pistas, já que a potência fica disponível dentro uma faixa muito mais ampla de RPMs e, portanto, mais acessível. Bom torque é particularmente vital em circuitos de baixa e média velocidades, onde a aceleração em saída das curvas é essencial para um bom tempo.

Tração (Traction): Grau de capacidade que o carro possui para transferir força para o asfalto de forma a aumentar o avanço. Na Fórmula 1 é o quanto um carro é capaz de transferir potência para a pista antes de perder aderência (derrapar).

Transponder: Um sensor colocado no carro para ativar um cronômetro ao lado da pista, que marca o tempo de volta e a velocidade do carro.

Treino oficial: Sessão de treinos de uma hora de duração aos sábados e que define o grid da prova.

Treinos livres (Practice): Sessões cronometradas que acontecem na sexta-feira (quinta-feira no caso do GP de Mônaco) e no sábado pela manhã anteriores ao Grande Prêmio, quando os pilotos estão em campo trabalhando nos ajustes dos carros, preparando-os para a classificação e a corrida.

Treinos Livres: Os períodos nas sextas-feiras e nos sábados de manhã de fins de semana de GPs, quando os pilotos saem para a pista trabalhando no acerto de seus carros, para o treino oficial que vem em seguida

Túnel de vento: Projetado artificialmente para otimização aerodinâmica. O ar é acelerado através de ventiladores especiais dentro de um recinto fechado para simular o fluxo de ar que o carro vai encontrar andando na pista. A maioria das equipes de F1 utilizam modelos em escala de 66% para testar em seus túneis, embora algumas tenham túneis grandes o suficiente para testar seus carros em escala 100%.

Turbo: Um motor que recircula seus próprios gases de exaustão para ativar um compressor que aumenta a indução do motor, dando maior potência.

Turbulência (Turbulence): Resultado da perturbação do fluxo de ar causado por uma interrupção de sua passagem, como ocorre quando o fluxo atinge a asa traseira e seu caminho é alterado pelas lâminas horizontais dessa asa.

Vácuo (Slipstreaming): Área situada imediatamente atrás do carro onde pressão do ar é mais baixa que a pressão atmosférica. Tática de pilotagem na qual um piloto consegue se aproximar de um carro à sua frente, de maneira em que ele se beneficie de uma redução de arrasto e, com isso, ganhe mais velocidade para tentar fazer uma ultrapassagem.

Venturi: Um tubo que se estreita, no qual o fluxo de ar é forçado a sair sob pressão.

Viseiras destacáveis (Tear-off strips): Tiras de plástico transparente que os pilotos fixam ao visor dos capacetes antes do começo da corrida e que são removidas à medida que vão ficando sujas.

Volta de alinhamento ou Volta de aquecimento ou “Volta de apresentação” (Reconnaissance lap): Volta que antecede a largada, para o aquecimento dos pneus. Volta completa em que os pilotos deixam os boxes e alinham-se no grid para a largada. Se um piloto decidir fazer várias voltas de alinhamento, precisa desviar pela área dos boxes, já que o grid estará lotado com o pessoal das equipes.

Volta de formação (Formation lap): À volta antes do início da corrida, quando os carros fazem o percurso desde o grid de largada até retornar à formação determinada para dar início à corrida. É chamada também de volta de aquecimento e volta de apresentação.

Volta de instalação (Installation lap): Primeira volta realizada na chegada ao circuito, para testar as funções e os componentes do carro – tais como acelerador, freios e direção – antes de voltar aos boxes, sem cruzar a linha de chegada.

Volta de reconhecimento: Uma volta completada quando os pilotos deixam os boxes para formarem o grid de largada. Se um piloto decide fazer várias, ele deve passar pelo pit-lane, porque o grid, na reta principal, estará cheio de pessoal das equipes.

Volta de teste: Uma volta feita ao se chegar a um circuito, testando funções como acelerador, freios e volantes antes de voltar aos boxes, sem mesmo cruzar a linha de chegada.

Vortex: Área onde o ar fica comprimindo e girando. Um ar “turbulento” é uma combinação de pequenos vórtices. Os exemplos mais óbvios são os vórtices que podem ser vistos saindo dos lados de uma asa traseira em condições úmidas. Estes vórtices estão sempre lá, mas só ficam visíveis em determinadas condições.

Warm-Up Um período de meia-hora pela manhã do domingo de corrida no qual os pilotos e as equipes fazem os últimos ajustes nos acertos dos seus carros, correndo com o tanque cheio.

‘Yaw’: O movimento lado-a-lado sentido por um chassi sob aceleração, freada e curvas.

Zebra: Encontra-se nas duas laterais da pista, geralmente com duas faixas diagonais pintadas em cores diferentes, onde o carro após a saída da tangência da curva, pode se apoiar para ter mais tração. Em dias de chuva a zebra costuma ficar muito escorregadia e os pilotos evitam passar por cima delas.

Zona de Classificação: Foi introduzido na metade da década de 90. Para se qualificar para um Grande Prêmio, um piloto tem que fazer uma volta dentro do limite de 107% do tempo de qualificação do pole position.

 

Se você quiser colaborar com o nosso glossário, mande um e-mail para contato@boletimdopaddock.com.br

Fontes:

autoracing.com.br/glossario-de-automobilismo-autoracing/

enciclopediaf1.com.br/dentro-da-f1/glossario

f1mania.net

totalrace.com.br

 

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Rubens

rubensGPnetto, sempre foi um apaixonado pela F1, em especial pela Mclaren, esta por paixão e pela Ferrari por criação, melhor temporada foi a 2008, admira e muito o Emerson Fittipaldi e tem como o carro dos sonhos o Mclaren MP4/4 e sonha em pilotar um dia em Spa.

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