Dia 48 de 365 dias dos mais importantes da história do Automobilismo – 08 de Julho de 1984 – GP dos EUA, 1984 – Dallas Grand Prix – GP dos Desistentes e o Finlandês Rosberg.

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O automobilismo não possui atalhos ou caminhos brandos, eu nunca ouvi relatos de grandes pilotos que chegaram ao topo somente no famoso Q.I. – “quem indica”. E, se por algum motivo você tenha ouvido. Por favor, deixe seu comentário no final deste texto. Enquanto isso, ajustem os capacetes e vamos tacar marcha.

| 08 de Julho, 1984.

Há exatamente 33 anos atrás, os Estados Unidos recebia na cidade de Dallas o “I Grand Prix of Dallas“, prova que faria parte de mais outras quinze da atual temporada.

O circuito Fair Park, nesta corrida contou com 67 voltas e que por mais inacreditável que seja, a corrida foi encerrada com 11 voltas antes do fim por ter atingido o limite de duas horas.

Fonte: wikipédia

O fato é que desde o início tanto os pilotos quanto suas respectivas equipes saberiam que seria uma prova difícil. Além disto, foi necessário fazer um reparo de urgência em uma das curvas algumas horas antes da largada, impactando no rendimento dos carros e óbvio no desenvolvimento de toda a prova.

Fonte: motorsportsmagazine

Emoções não faltaram, mas infelizmente foi uma das corridas que mais houveram abandono. Entre eles:

Na primeira curva, os pilotos Philippe Alliot da equipe RAM e o François Hesnault da equipe Ligier, acabaram se envolvendo num acidente. Enquanto, o piloto Martin Brundle da Tyrrell, não conseguiu se classificar.

Na oitava volta, o piloto americano Eddie Cheever, iniciou a tempestade de rodadas na pista. Enquanto a Lotus de Nigel Mansell apontava como o grande favorito do dia.

Nona volta, o piloto alemão Stefan Bellof, da Tyrrell acabou batendo e abandonando a corrida. Há boatos que ele foi desclassificado, mas vamos em frente.

Décima volta, o piloto inglês Derek Warwick, Renault foi o segundo a rodar. Havia perdido posição na largada, onde ocupava a terceira posição no grid. Já o italiano, Riccardo Patrese, infelizmente tudo deu errado desde o sua péssima colocação no grid, onde ocupou a vigésima primeira posição e acabou rodando na décima segunda volta.

O holandês, Huub Rothengatter, havia largado na vigésima terceira posição e após falha na bomba de combustível, foi a sua vez de abandonar a corrida na décima quinta volta. A sua equipe Spirit ficou bastante desapontada, pois havia grandes possibilidades de pontuar.

Nessa mesma volta, a equipe Ligier também estava dando adeus a prova, pois o segundo piloto, italiano Andrea de Cesaris também acabara de rodar.

Lá na frente, as equipes Williams, Ferrari, Lotus e McLaren alternavam posições e disputavam acirrados a liderança. Entre disputa de tempos dentro dos boxes e incansáveis bandeiras amarelas.

Quase na metade da prova, o venezuelano Johnny Cecotto e o francês Patrick Tambay abandonaram a corrida na vigésima quinta volta, após rodarem.

Já nas voltas sequenciais, quarenta e cinco, seis e sete, nossos corações como fãs vão por água abaixo, ou melhor, pro ralo mesmo. Pois os pilotos brasileiros, Nelson Piquet e Ayrton Senna também acabaram abandonando a corrida, juntamente com o piloto inglês Jonathan Palmer.

Fonte: espnf1 – Nelson Piquet

Primeiro foi Piquet, que acabou rodando. Depois, Palmer com falha elétrica. Logo em seguida, Senna que havia largado no grid na sexta posição e lutava para ficar entre os primeiros e manter o carro na pista. Mas devido problemas na embreagem, terminava assim a esperança de termos um brasileiro no pódio.

Entre as voltas 54 e 55, chegava a vez da equipe Arrows dar adeus à prova, ambos pilotos rodaram. E claro, juntamente com o piloto italiano Michele Alboreto, que deixou a equipe Ferrari irritada por não conseguir pontuar com os dois carros.

E para finalizar o náufrago automobilístico, as Mclarens dos pilotos Alain Prost e Niki Lauda, acabaram também deixando a corrida e causando aquela decepção na equipe.

Sendo assim, todas as atenções retornaram as primeiras filas, justamente pelo fato dos pilotos menos cotados começarem a marcar presença, prova é o piloto alemão Manfred Winkelhock, que largou na décima terceira posição e estava brigando para roubar a sétima posição do piloto Corrado Fabi, o italiano foi resistente e conseguiu manter a posição.

A grande reviravolta passou a ser Keke Rosberg, que havia iniciado a corrida na oitava posição, e mesmo desacreditado passou a fazer excelente voltas e buscar Nigel Mansell.

Mansell, por sua vez, após fazer a pole e dominar boa parte da corrida, já não estava conseguindo manter o mesmo rendimento e durante as voltas que antecedem o fim, teve problema no câmbio terminando a corrida na sexta posição, causando uma tremenda frustração na equipe Lotus.

Próximo às voltas finais, Rosberg continuava a ficar mais próximo de conquistar sua importantíssima vitória na temporada. Enquanto o piloto italiano Piercarlo Ghinzani, pressionava para conquistar a quarta posição que era ocupada por Jacques Laffite, onde conseguiu segurar firme a sua posição para a alegria da equipe Williams.

Ghinzani, havia largado na décima oitava posição e somente pelo fato de terminar a corrida na quinta posição, a sua equipe Osella já estava comemorando como final de campeonato.

O italiano Elio de Angelis, brigava para chegar ao segundo lugar, mas não havia nada a fazer, restava apenas se contentar juntamente com a Lotus por ter conseguido pontuar e terminar a prova numa excelente posição.

O francês René Arnoux, terminou a corrida na segunda posição. Manteve-se à frente do primeiro pelotão e conseguiu garimpar algumas posições.

A bandeira quadriculada já estava a favor do finlandês Keke Rosberg que com grande inteligência soube administrar e conduzir a corrida garantindo a primeira posição.

Fonte: gps.gpexpert

| Curiosidades

  • 397º GP
  • 3ª vitória para Keke Rosberg
  • 1ª pole position para Nigel Mansell
  • 22º e último podium para René Arnoux
  • 50º Grande Prêmio para Michele Alboreto
  • 150º Grande Prêmio para Niki Lauda
  • 18ª vitória para Williams
  • 90ª pole position para Lotus
  • 3ª vitória para Honda como construtor de motor
  • 67 voltas x 3.901 km – 261.367 km
  • Pole Position: Nigel Mansell
  • Volta mais rápida: Niki Lauda, 01:45.353

Erik Araújo

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