Como foi o ano de estréia da Haas na Fórmula 1

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Desde a estréia da Toyota em 2002 que uma equipe não chegava a F1 deixando uma boa impressão. A Haas se planejou bem para expandir suas operações dos EUA para a Europa, fechando uma parceria técnica com a Ferrari, contratando um bom piloto, Romain Grosjean, cabendo ao outro piloto dar aquela força no orçamento, Esteban Gutierrez.
Já nos testes de pré temporada ficou claro que a equipe norte americana não tinha vindo para figurar entre as nanicas. O debut na Australia foi sensacional, enquanto Gutierrez quase encerrou a carreira de Fernando Alonso, Grosjean se aproveitou da bandeira vermelha provocada pelo acidente entre o mexicano e o espanhol para trocar os pneus pelos compostos mais duros e levar o carro brilhantemente até o final chegando em 6. lugar.
Mas o melhor ainda estava por vir. Na segunda etapa no Bahrein o francês conquistou um histórico 5. lugar, a melhor colocação da história do time, deixando para trás carros de Red Bull, Toro Rosso além das duas Force India e as duas Williams. Fazendo o stint final com pneus macios Grosjean teve uma das melhores performances de sua carreira, ganhando várias posições no trecho final da prova.
Chegou 4 vezes ao Q3, com Grosjean no Bahrein, Japão e Brasil e com Gutierrez no Japão. Curiosamente os piores resultados dos americanos vieram em pistas com retas longas, China, Azerbaijão e Mexico. Pontuou também na Russia, Austria, com o desempenho caindo vertiginosamente na segunda metade do ano marcando apenas 1 pontinho em Austin.
No quesito confiabilidade a equipe foi bem para uma estreante, abandonando poucas vezes, quase sempre por problemas nos freios. O momento pastelão ocorreu em Interlagos quando nosso querido Groselha bateu na subida da junção, ainda na volta de instalação, não chegando sequer ao grid de largada. Na mesma prova Gutierrez também teve seu momento diva atirando longe suas luvas quando abandonou.
O grande desafio para a Haas será manter ou até mesmo melhorar sua performance em 2017, pois seus 29 pontos em 2016, todos conquistados por Romain, aumentaram muito a expectativa sobre a equipe yankee.
A troca de Gutierrez por Kevin Magnussen devem ajudar o time tentar se manter a frente de Renault e Sauber no campeonato de construtores. A Liberty Midia que acabou de assumir o controle da F1 já afirmou que pretende ter mais provas nos EUA, em uma clara tentativa de desbravar um mercado importantissimo e uma Haas forte pode ajudar e muito a F1 a conquistar a America.

Cristiano Seixas

Fã hardcore de Fórmula 1, apreciador da historia, números e estatísticas da categoria, mais conhecido como Mestre Cristiano Seixas, pois é um PHD e MDA em Fórmula 1 ainda é Graduado, Pós-Graduado, Mestrado e Doutorado sobre História da Fórmula 1, Wikipedia erra o Cristiano não.

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