Boletim Estratégico: #SingaporeGP #F1 2016 | By @FBrandaoCampos do @ApexRManagerBR

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| Fernando Brandão Campos – publicado em 24/09/2016 às 21:57

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Para os amantes de estratégia, o GP de Cingapura foi um prato cheio, especialmente na parte final da prova.

O circuito de Marina Bay foi o cenário de uma corrida incrível, com Nico Rosberg segurando Daniel Ricciardo até os últimos metros para garantir a vitória e retomar a liderança do campeonato de pilotos. Hamilton fechou o pódio, mesmo recebendo a pressão de Kimi Raikkonen no trecho final do GP.

Cingapura também assistiu a um show de pilotagem em todas as partes do pelotão, desde Sebastian Vettel escalando de último a 5º, até Magnussen garantindo um ponto para a Renault. O leque de estratégias estava completamente aberto e aqui estão os pontos mais importantes da prova.

Estratégia de classificação

A Red Bull foi a única a arriscar algo diferente no Q2, mandando tanto Ricciardo, quanto Verstappen para a pista com os pneus super macios. Ambos chegaram ao Q3, consequentemente, os dois foram os únicos a largar com o composto mediano entre os 10 primeiros no domingo.

Isso mostrou como os austríacos estavam confiantes em Marina Bay, graças ao casamento perfeito entre o RB12 e o design da pista. Não é fácil afirmar exatamente quanto esse risco os beneficiou, mas a diferença entre os pneus vermelhos e roxos não era grande e essa mudança os ajudou a chegar ao fim dos stints com pneus mais inteiros.

Stints agressivos

A Ferrari optou por estratégia bem agressiva com Sebastian Vettel, o ajudando a sair de último no grid devido a um problema no sábado. O alemão largou com macios e partiu para um stint bem longo, se livrando dos carros mais lentos, para aí sim calçar os ultra macios duas vezes e fatiar o pelotão intermediário.

A estratégia funcionou muito bem e fazia parte do leque de alternativas para outras equipes durante a prova. A Red Bull começou com dois stints de super macios, o que auxiliou Daniel Ricciardo a construir uma diferença para Lewis Hamilton, que vinha brigando com os pneus macios e perdendo contato com o australiano.

Perez cuida dos pneus

Mais uma vez nós vimos uma Force India esticando vários stints longos com pneus macios. Sergio Perez optou por dois períodos estendidos com os pneus amarelos após se livrar dos pneus roxos durante o carro de segurança (ironicamente causado pelo seu companheiro de equipe). O mexicano escalou o grid até a 8ª posição e completou uma corrida de duas paradas, mesmo com a ausência do Safety Car durante o resto da prova.

Mercedes capitaliza na estratégia

A Mercedes colocou a corrida de pernas para o ar ao chamar Lewis Hamilton para os boxes na volta 45 com o intuito de o devolver a frente de Kimi Raikkonen no último stint. O pit-stop antecipado e os novíssimos pneus ultra macios ajudaram o inglês a completar um undercut perfeito sobre o finlandês, que também voltou calçado em roxos.

A escolha de pneus pode não ter sido a mais indicada, visto que o homem de gelo até conseguiu se aproximar nas voltas finais da prova, mas o tempo perdido no começo do stint comprometeu sua busca pelo pódio. Sentindo uma possível ameaça, a Red Bull também chamou Ricciardo para os boxes, neutralizando qualquer ameaça de Hamilton e Raikkonen.

O australiano poderia ter terminado a prova com os macios, entretanto, isso o colocaria definitivamente em 2º e na mira dos campeões mundiais com pneus frescos. Graças a parada, Ricciardo rapidamente cortou a diferença para o líder, Nico Rosberg, e quase duelou pela vitória. Mesmo não capitalizando integralmente, essa mudança de estratégia dos austríacos proporcionou um final de prova eletrizante.

Toro Rosso conservadora?

Daniil Kvyat parecia de volta a boa forma em Cingapura, até questionando uma possível escolha conservadora da STR durante o GP. O russo parou para super macios na volta 15 e retornou, novamente para vermelhos, na volta 37. Daniil provavelmente poderia ter brigado com Fernando Alonso pela 7ª posição se a escolha de pneus da escuderia tivesse sido um pouco mais ousada. O carro se encaixou bem no traçado de Marina Bay, logo, o risco poderia trazer lucros.

Undercut funcionando bem

Como sempre em Cingapura, o undercut foi uma ferramenta muito eficiente nas brigas por posição. Em meio ao clima quente e a distância de performance entre os compostos levados para a prova, alguns pilotos provaram que parar mais cedo funcionava perfeitamente, como por exemplo na batalha entre Kimi e Hamilton.

Ricciardo também antecipou sua parada em relação a Rosberg, voltando um pouco mais próximo do alemão, no entanto, o australiano estava calçando médios. O australiano também poderia ter esticado o stint intermediário para ter pneus mais novos nas últimas voltas da prova, todavia, sabemos que a mudança na estratégia foi uma reação a uma possível ameaça de Raikkonen e Lewis. Além disso, a escolha alternativa quase deu a vitória ao australiano.

Texto Original

Stints mais longos

  • Macios: Perez – 36 voltas
  • Super Macios: Kvyat – 24 voltas
  • Ultra Macios: Wehrlein – 24 voltas

Mais paradas

  • Ericsson, Massa, Verstappen, Hamilton, Raikkonen, Ocon, Sainz: 3

Fonte

cingapura
Fonte: @Tumblr

Fernando Campos

Brasiliense, podcaster, Team Pepsi, torcedor do Fluminense e de basicamente todos os times de Boston, além de ser dono de um talento sobrenatural para matar equipes de Fórmula 1 (basta perguntar para a Toyota, Lotus e Aston Martin, que sequer entrou mas provou do veneno). Seu habitat natural é o Twitter mas pode ser encontrado falando besteira em outros lugares também. Joga nas 11 com podcasts no Podcast F1 Brasil, vídeos no Boteco F1 e textos aqui no Boletim do Paddock, com direito a uma passadinha no Superlicense de vez nunca, além das redes sociais tupiniquins do Apex Race Manager.

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