Boletim Estratégico: #BritishGP #F1 2016 via @ApexRManagerBR | By @FBrandaoCampos

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A Fórmula 1 retornou ao templo histórico de Silverstone para o GP da Inglaterra, com uma vitória dominante de Lewis Hamilton, sua 4ª na temporada e no circuito. Ainda tivemos polêmica na briga pela 2ª posição, com Nico Rosberg sendo rebaixado para 3º devido a uma penalidade pelas mensagens de rádio.

A pista secando bagunçou o grid. Além disso, a evolução da pista e o Safety Car Virtual foram fator decisivos na briga por posições. Aqui estão os principais pontos estratégicos do GP.

Largando sob Safety Car

O pneu de chuva extrema da Pirelli passou por inúmeras evoluções com o passar do anos, por isso foi frustrante assistir a largada do GP da Inglaterra atrás do Safety Car, graças a chuva que castigou o circuito antes da prova. Com a aparição do sol e as altas temperaturas, a pista foi secando gradualmente mas ainda assim tivemos que esperar até a volta 5 para que a corrida começasse de verdade.

Nós já vimos esse cuidado da FIA antes. Alguns pilotos relataram aquaplanagem nas duas primeiras voltas, mas a partir das voltas 3 e 4 a pista já parecia em condições de corrida. Outro indicativo dessas condições apropriadas foi o tráfego no pit-lane em busca dos intermediários logo que o carro de segurança voltou para os pits.

Quando Trocar?

Um dos melhores elementos estratégicos em uma transição do molhado para o seco é o desconhecido. Cada piloto tem um nível de conforto diferente em uma pista secando, além de um julgamento particular das condições. Assistir a mudança para os pneus slicks é sempre fascinante e com certeza uma das partes mais fascinantes da corrida.

Alguns optaram por fazer a troca logo que o Safety Car voltou para os pits, enquanto outros optaram por ficar mais uma volta, ou até mais. Aqueles que escolheram permanecer na pista com os pneus de chuva se beneficiaram com o Safety Car virtual gerado pelo acidente de Pascal Wehrlein, já a troca para os slicks foi traiçoeira, com muitas escapadas e rodadas sendo causadas pelo piso extremamente escorregadio fora do traçado ideal.

Sorte e revés no VSC

A entrada do Safety Car Virtual beneficou Hamilton, Rosberg, Verstappen, Perez e até Felipe Nasr, que se aproveitaram da velocidade mais baixa do pelotão para fazer a parada e ganhar muito tempo em relação aos concorrentes. No entanto, prejudicou Nico Hulkenberg e praticamente tirou Daniel Ricciardo da briga por um pódio.

Guia da Pirelli

Após o Quali, a Pirelli publicou um guia com o número de voltas sugeridas em cada composto, se a pista permanecesse seca. Silverstone costuma ser uma pista dura para os pneus e com os problemas recentes no circuito, aliados a um alto índice de desgaste nos treinos livres, ficou claro que a fornecedora italiana queria dar uma estimativa do que cada composto era capaz. Não foi expressamente “Você não pode dar mais voltas que isso”, mas sim um conselho.

A largada no molhado significou que boa parte daquela informação não era mais necessária, entretanto, equipes ainda deram mais voltas do que o recomendado, especialmente no pneu médio. Felipe Massa foi o piloto com mais voltas calçando pneus macios, com 13, ainda abaixo do guia da Pirelli, mas boa parte do grid passou das 30 voltas nos médios.

Médios funcionando bem

Como esperado, os pneus médios foram os mais utilizados na corrida, com ótimo desempenho e resistindo bem ao desgaste duro da pista inglesa. Além disso, apresentaram boa performance na pista escorregadia, aquecendo rapidamente e evitando uma degradação repentina. Por esse mesmo motivo nós vimos tantos pilotos indo até o final com os pneus brancos, após se livrarem dos intermediários.

Obviamente, alguns pilotos sofreram com o desgaste de pneus, especialmente os da Williams. O bólido não tem tanta downforce, algo que realmente faz falta em Silverstone. Massa teve que parar novamente, dessa vez para os macios, enquanto Alonso e Magnussen também foram obrigados a parar pela terceira vez.

Mercedes imbatíveis novamente

Bom, Hamilton foi. O tricampeão parecia estar em uma liga própria durante todo o GP, a pista molhada é uma de suas especialidades (Interlagos 2008 mandou lembranças) e ainda é obviamente rápido no piso seco. Sua superioridade sob chuva ficou ainda mais clara logo após a passagem para os intermediários, quando o inglês sumiu na liderança enquanto Rosberg encarava dificuldades.

O alemão tradicionalmente não tem apresentado bons resultados na chuva nessa passagem pela Mercedes, talvez por uma característica do carro, ajustes ou apenas uma falta de confiança em condições adversas. Enquanto Hamilton estendia sua liderança, Rosberg tinha que se defender de Max Verstappen, missão que o alemão cumpriu na pista, mas caiu para 3º após receber a punição pela mensagem de rádio. A Red Bull foi a melhor do resto, em uma pista que recebe muito bem o RB12.

A diferença entre os companheiros de equipe possibilitou que a Mercedes chamasse os dois para os boxes na mesma volta, o que realmente ajudou a maximizar suas estratégias e condições na prova. A equipe até roubou o prêmio de pit-stop mais rápido da Williams, quebrando a sequência de 9 corridas da equipe de Grove.

E se não tivesse chovido?

É sempre interessante pensar no que poderia ter acontecido se a corrida tivesse sido disputada no seco desde o início. A estratégia mais rápida parecia ser de duas paradas, com dois stints nos pneus macios e um nos médios, entretanto, uma pista seca poderia abrir o leque de possibilidades e poderíamos ter visto um resultado bem diferente. Domingo foi um dia bem quente e as altas temperaturas poderiam aumentar a degradação e gerar mais estratégias de três paradas.

Stints mais longos

  • Chuva Extrema: Ericsson, Perez, Nasr, Verstappen – 7 voltas
  • Intermediários: Alonso, Magnussen, Gutierrez, Hulkenberg – 12 voltas
  • Médios: Vettel – 37 voltas
  • Macios: Massa – 13 voltas

Mais paradas

  • Palmer, Massa, Alonso, Magnussen – 3 (Incluindo drive-throughs)

Fonte

Texto original

BE BRIT GP 1
Fonte: @pirellisport
BE BRIT GP 2
Fonte: @pirellisport

Fernando Campos

Brasiliense, podcaster, Team Pepsi, torcedor do Fluminense e de basicamente todos os times de Boston, além de ser dono de um talento sobrenatural para matar equipes de Fórmula 1 (basta perguntar para a Toyota, Lotus e Aston Martin, que sequer entrou mas provou do veneno). Seu habitat natural é o Twitter mas pode ser encontrado falando besteira em outros lugares também. Joga nas 11 com podcasts no Podcast F1 Brasil, vídeos no Boteco F1 e textos aqui no Boletim do Paddock, com direito a uma passadinha no Superlicense de vez nunca, além das redes sociais tupiniquins do Apex Race Manager.

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