16 De Setembro, A Sombra Sobre Monza – Dia 118 De 365 Dias Dos Mais Importantes Da História Do Automobilismo

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A imagem de um fim de semana. Fonte: Reprodução

Tudo indicava que o GP da Itália de 2001 seria uma prova sem grandes eventos: 28 dias antes, Michael Schumacher havia se consagrado tetracampeão em Budapeste, igualando Alain Prost e no GP da Bélgica, o alemão havia conquistado a 52ª vitória na F1, superando outro recorde de Prost. Ninguém esperaria um clima tão tenso no paddock.

Na véspera da prova, a notícia do pavoroso acidente entre o italiano Alessandro Zanardi e o canadense Alex Tagliani no oval alemão de Lausitzring chegou rapidamente, e a uruca – que já estava forte pelos acontecimentos não menos importantes fora do autódromo – baixou de vez.

Todos se lembram muito bem da semana dos eventos em Monza: no dia 11 de setembro de 2001, um ataque comandado pelo terrorista saudita Osama Bin Laden pôs abaixo as torres do World Trade Center, em Nova York.

Como praxe, a F1 reafirmou não se abalou com a condição política internacional e manteve a agenda da corrida em Monza. Mas ainda assim, houveram impactos sentidos: a Ferrari correu sem patrocínios, e com o bico pintado de preto. Outras equipes seguiram o luto da equipe vermelha, com a Jaguar usando uma carenagem de motor negra e a Jordan ostentando uma bandeira americana no lugar de um de seus patrocinadores.

Pra Ferrari quebrar os próprios protocolos, é por que não foi pouca coisa! Fonte: Reprodução

Michael Schumacher, tamanho seu abalo, chegou a pensar em não correr. A prova seguinte seria em Indianápolis, que ameaçava cancelar a prova, e o título já estava decidido. A coisa estava tão preta que Bernie Ecclestone teve que ameaçar o alemão com a perda do título, caso ele não corresse!

Outras vozes se levantaram a favor da segurança. Niki Lauda, na época envolvido na operação da Jaguar, apoiou o campeão, mas mesmo assim, não houve efeito nos apelos. Schumi, já cedendo à pressão, propôs que os carros dessem a primeira volta em fila indiana, como se estivessem atrás do safety-car. Flavio Briattore e Jacques Villeneuve foram contra e, apesar das boas intenções, a ideia foi arquivada.

Quem não ligou nem um pouco para as divergências fora do cockpit foi Juan Pablo Montoya, da Williams, que marcou a Pole Position, seguido de Rubens Barrichello e Michael Schumacher.

Na largada, ainda com rumores que Michael Schumacher seguiria os passos de Lauda em 1976 e abandonaria da primeira volta, apesar de uma pequena confusão que alijou Jarno Trulli da disputa, os ponteiros mantiveram as posições do grid.

Antes do primeiro ciclo de paradas nos boxes, muita briga e troca de posições entre os quatro primeiros (Montoya, Barrichello, Schumi velho e Schumi novo). Após a 18ª, com o inócio da janela de pits, a corrida se decidiu na estratégia de pit-stops: as Williams fariam apenas uma parada; as Ferrari, duas.

Apesar das tentativas de caçar o rápido colombiano, Barrichello não conseguiu alcança-lo. Montoya venceu a primeira na F1 e era um dos poucos sorridentes naquele pesado fim de semana em Monza.

Ralf fechou o pódio e Michael foi quarto, a 25s do colombiano. “Estou feliz que esse fim de semana tenha acabado. O mais importante é que ninguém se machucou aqui nessa tarde”, disse Schumacher após a prova. Foi o único GP da temporada no qual ele não foi primeiro ou segundo colocado.

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In Other News…

No dia 16 de setembro de 1908, a General Motors foi fundada, em 1910 nasceu Karl Kling, piloto alemão de Fórmula 1, em 1949 foi criado o desenho animado Papa-Léguas e Coiote.

Até a próxima senhores!

Joshué Fusinato

Advogado. Geek. Apaixonado por Formula 1. Equilibrado. Um eremita online. O resto é mero detalhe.

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