08 de Setembro de 1991, Mansell vence em Monza e eu chego chegando ao mundo – Dia 108 de 365 dias dos mais importantes do Automobilismo

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| Contextualizando

Em 1991, como todos sabem, foi o ano do último título de Ayrton Senna.

No GP de Monza, o cenário do campeonato ainda era incerto, pois Mansel ainda podia alcançar Senna e vencer a temporada, depois de sair do HP da Bélgica apenas 22 pontos atrás do Brasileiro.

Paralelamente, outro evento acontecia em outro lugar do mundo. Mas isso vocês vão saber ao final.

Uma coisa engraçada que notei no vídeo, é que na segunda curva há um outdoor com uma propaganda do FIAT UNO. Na época deveria ser um lançamento.

| A Corrida

Em 1991, as vezes aconteciam largadas tranquilas, como no caso do GP da Itália, pois o circuito era definido como “circuito de estratégia de pneus” e o negócio era fazer menos paradas para não perder posições.

Jean Alesi, na primeira volta, acabou se perdendo e quase saiu da corrida. Mas ao invés disso, só perdeu posições.

Na segunda volta, o motor de Roberto Moreno deu um “ó o gás” e acabou tirando a Jordan do Brasileiro da corrida.

Curiosamente, Schumacher que era um iniciante, estava em sexto.

7 voltas depois, Luigi Martini se atrapalhou e acabou rodando, causando uma mini confusão, logo resolvida.

Para quem acha que jogo de equipe é coisa inédita e só a Ferrari faz, vai gostar de saber que não é. Patrese pressionou Mansell por três voltas, mas não passou.

Por volta da vigésima volta, Mansell finalmente abriu espaço e deixou que o Italiano fizesse a sua. Provavelmente por ordem da equipe, uma vez que Leão ainda estava na briga pelo título.

Na vigésima primeira volta, a Lola Ford (estou rindo porque achei esse nome de equipe muito fofo) teve seu momento “ó o gás” e causou a saída de Eric Bernard.

5 voltas depois de Bernard sair, Patrese finalmente ultrapassou Senna, e foi mantendo distância, mas isso só durou até a volta 27, pois o Italiano rodou e perdeu a ponta para Senna novamente.

Volta de número 28 e Ricardo Patrese parou. Aparentemente sua “rodada” custou sua corrida. E a briga entre Senna e Mansell continuava.

Jean Alesi e sua Ferrari vinham enfrentando problemas desde o início da corrida, e na volta 32 acabou abandonando a corrida após chegar ao box.

Senna finalmente parou para trocar seus pneus, e Mansell assumiu a ponta, mas sem trocar seus pneus. O brasileiro voltou em quinto.

Para contar o final da corrida, eu pedi para outra pessoa escrever o texto:

Neste dia, em 1991, meu pai, também PetrolHead como nós, esperava meu nascimento. Curiosamente, eu fui um bebê muito legal e esperei a corrida acabar para vir ao mundo. Fica aqui essa história:

Era uma manhã ensolarada de domingo 08 de setembro de 1991 às portas da primavera e eu estava já a 26 horas no quarto do hospital modelo na rua Tamandaré, bairro da liberdade, aguardando a chegada do meu bebê, que até então eu não sabia se seria menino ou menina, pois no ultrassom não foi possível verificar o sexo do bebê.

Eu como sempre fui fã de Fórmula 1 estava aguardando a largada do grande prêmio da Itália, daquele ano para variar com Ayrton Senna na pole position que na época era um verdadeiro herói nacional era comum ele estar na pole ou nas primeiras duas filas, que em geral dividia com Alain Prost, Nigel Mansell, Gerhard Berger, Jean Alesi, Ricardo Patrese e um alemão iniciante que daria muito o que falar, um tal de Michael Schumacher que marcaria seus dois primeiros pontos na fórmula 1 nesta corrida.

A corrida foi bastante disputada, Ayrton Senna manteve a liderança após a largada, muito pressionado por Nigel Mansell e Riccardo Patrese. Resistiu por 32 voltas, até a troca de pneus, quando foi ultrapassado, pisou fundo no acelerador levando sua McLaren a percorrer os 5,8 km do circuito em 1’26”061”’ estabelecendo a volta mais rápida. Realizou ultrapassagens em Gerhard Berger e, depois em seu arquirrival Alain Prost com sua Ferrari, terminando na segunda colocação atrás do inglês Nigel Mansell que pilotava uma Williams.

Enquanto tudo isso acontecia em Monza, ali mesmo a uns 20 metros na sala de parto, quem recebia a sua primeira “bandeirada” em torno das 12 horas daquele dia 8 de setembro, era minha filha Érika estreando nas nossas vidas, linda, branquinha, cabelo praticamente branco, lindos olhos castanho claros, trazendo renovação, alegria, esperança e muita, mas muita felicidade para vida da nossa família.

Como vocês leram, Senna alcançou o podium e manteve sua liderança no campeonato de 1991, e Eu, cheguei ao mundo, ao final do GP de Monza de 1991.

Erika Prado

25 anos, estudante e totalmente apaixonada por engenharia mecânica. um coração de exatas num corpo de humanas. #F1 #TeamNR6 #Dogs #VemDiploma

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